O Gato preto e o azar

Dizem as más línguas que o Gato preto traz azar. Mas será verdade?

Originalmente, no Egito gatos eram considerados divindades, sendo desenhados em pirâmides e sempre referenciados como figuras sagradas, isso porque, o principal modo de sobrevivência dos egípcios vinha da agricultura, e desafortunadamente tinham sérios problemas com roedores, que além de destruírem as plantações, eram transmissores de infinitas doenças. Por sorte, para os egípcios, os gatos foram sua salvação, mantendo controladas as infestações de roedores com sua habilidade e agilidade natural de caça, os gatos dominaram o mundo, bom quase, tornaram-se assim símbolo de proteção e boa sorte.


A Deusa Bastet, representada como uma mulher com cabeça de um animal, originalmente era representada por uma leoa, e seu dever era proteger o rei em batalha, mas passada a “domesticação” dos gatos pelos Egípcios e sua adoração pelos felinos, a deusa passou a ser evocada para proteção individual dos lares e também para a fertilidade. Inclusive depois dos romanos dominarem o Egito, Bastet continuou sendo amplamente adorada, mesmo depois da chegada dos romanos, isso graças ao fato de sua proximidade com a Deusa greco-romana Ártemis. No Egito chegou a haver leis extremamente duras para quem maltratasse ou matasse um gato, era o mesmo que pedir a morte. Templos foram erguidos e até as mulheres começaram a pintar os olhos tentando imitar o olhar felino.


Tá, lindo, mas então porque tem gente que acha que o gato da azar?


Bom, senta que lá vem mais história 😊


Chegamos na idade média, quando os padres cristãos consideravam absolutamente tudo que não fosse de deus, era na realidade, parte das trevas, e aí a coisa mudou de figura.

Os gatos, por seus instintos e hábitos noturnos, passaram a ser considerados figuras da noite, e tudo que não era luz, bem, era trevas. Assim como a mulher, a ciência, qualquer coisa que não tivesse um significado claro e que enaltece a religião, era considerado das trevas, e portanto, adoradores de demônios. Sendo assim, um gato preto, era na imaginação medieval considerado duplamente mal, tanto que passou a ser associado a feitiçaria e as mulheres.


Para vocês verem como chegava à loucura da sociedade, na época da inquisição - aquela ideia maravilhosa que tiveram de “limpar o mundo do mal” e acabar com a heresia e bruxaria) – o Papa Inocêncio VIII, incluiu o pobre animal a sua lista de perseguição. Bonzinho ele né? Pois é, as coisas chegaram a tal ponto, que na Inglaterra no auge das perseguições um gato preto que havia sido ferido com pedras se escondeu na casa de uma senhora que abrigava os pobres pequeninos, passado uns dias, a mulher apareceu machucada, a conclusão das pessoas foi bem simples: A mulher era uma bruxa e seu disfarce noturno era um gato. - Alguém pode por favor tacar uma pedra na cabeça do ser humano? Obrigada. -


Portanto, e eu me recuso a concluir, eu pergunto, o gato trás azar ou as pessoas são supersticiosas? Deixo a resposta com vocês.

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